Para além da
ponta do lápis existe um traço, e é exatamente esse traço que eu busco.
O final
inesperado que por fugir do script deixará de pernas para ar os atores e sem ar
a platéia que até no momento acomodou-se com a história “chocha” que assistia.
Por muitas
vezes estive nessa platéia assistindo a minha própria vida passando e em cada
ato morrendo um pouco mais, simplesmente existindo. Conformando-me com tudo o
que escreviam para mim, nem consigo imaginar o fim – nem o quero.
Reparando o
palco vi que para além da luz havia algo mais, era possível usá-la para
consertar o cenário, para além das cortinas vi que havia cenas que ainda poderiam
surgir e para além das coxias vi figurinos novos, e atores prontos para colocar
vida neles...
Foi o início,
para retomar o controle, assumir o traço que faltava no meu lápis para fazer
daquele palco minha vida e escrever para ela uma nova história.
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